“A pior traição sempre vem daqueles em que mais confiamos.”
— Revenge.
“Se foge de um ponto final, não é digno de reticências.”
— Allax Garcia.
“Fiquei lendo, me acalmou.”
— Caio Fernando Abreu.
“— Sou bonito, gostoso e você me deseja.
— Falou uma grande mentira.
— Qual parte?
— “Sou bonito e gostoso.”
— Então é verdade que você me deseja?”
— Eu e Ele.
“Já pensei em algum dia estar andando, e tropeçar em algo maravilhoso, tipo você…”
— Autor Desconhecido
“De vez em quando eu até tento me fazer de durona, mas meu coração é mais mole que mingau de aveia. Não acho isso ruim, só que muitas vezes acabo sendo legal com quem não presta. E no final quem sofre sou eu.”
— Clarisse Corrêa
“É estranho. O mundo está desgastado. O cigarro não é mais um artifício que traga paz. Ele draga os alvéolos pulmonares que necessitam respirar. Nas alcovas da alma damos o pulo evitando o precipício. A bebida derrama a ultima bolha de ar, gaseifica o ardor do álcool do diabo. Ela não possui mais aquele teor poético. Mais dois passos e a tristeza é abordada em qualquer lugar. Os rios consomem sangue, mastigam a terra aprisionada sem ar. As montanhas trazem alguma nostalgia. Conservam no topo memórias mortas, corpos despedaçados na cova molhada, tempestade de camelos. Fragmentos atirados ao vento. Mais além um bando de pássaros pousam seu cansaço nas margens do rio vermelho. Olho para o lado, encurvo minhas costas, meu espírito se declina na escuridão. Os rostos são marcados pela fugaz solidão. Tudo foi modificado, distorcido. As dores foram sendo imergidas sobre o horizonte negro da sociedade. Cada ato, uma reação. A humanidade foi sendo entregue nos braços tristes do inexistir. Fomos sendo aniquilados. Sobrou pouco. Talvez há uma esperança? No ato libertino do sexo, no delírio completo do poeta enterrado, na vastidão dos corpos que se entregam feito carne e decretam a liberdade de um jeito que só ela sabia fazer? Não, talvez não exista esperança em um caos completo, ou será que nele encontraremos a salvação? Viramos as fichas do jogo do destino. O fogo fora se alastrando, as larvas devoraram os oceanos. O infinito só restou dentro de nós mesmos. As queimaduras ficaram evidentes. A pele foi consumida pelo ódio. Aniquilamos o nosso próprio povo por medo. Medrosos, somos medrosos. Deixamos o pavor consumir a nossa mentalidade. Aonde se escondeu a nossa intelectualidade? Em qual lugar perdemos o raciocínio? Em qual bairro? Em qual rua? Em que canto? Em qual explosão? Será que está nos teus olhos, deixe-me injetar minha siringa de instruções. Deixe-me sugar o que me resta neste universo. Sim, meu caro leitor, apresento-lhes o caos. Ai está nosso calabouço de ideias distorcidas, somos revolucionários da nação, nosso partido carrega a bandeira do incontido, do anarquismo. Estamos perdidos juntamente com todo este quebra-cabeça que um dia ousamos montar. São frases deslocadas, meu querido, difíceis de engolir, mas veja que irônico, é o que nos resta, poetas mortos em um mundo de vastidão.”
“Escrever é meu grande alivio, acho que minha insanidade mora em um mundo onde não existe lápis nem papel.”
— Arqueólogo